Detentas espancam agente, roubam R$ 4,7 mil e fogem, no Amazonas

15/04/2012 15:38

Fuga ocorreu na noite de sábado (14), por volta de 18h30, na BR-174.
Duas agentes penitenciárias foram amarradas; uma delas foi espancada.

 

Marivaldo Silva

 
Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) (Foto: Divulgação/Sejus)
Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj)
(Foto: Divulgação/Sejus)

Seis mulheres fugiram da ala feminina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Km 8 da BR-174 (Manaus- Boa Vista), na noite deste sábado (14). Segundo informações da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas (Sejus), a fuga ocorreu por volta de 18h30, durante a janta. Elas renderam duas agentes penitenciárias e as deixaram amarradas no pátio. Uma delas, considerada a mais rigorosa, foi espancada.

As presas ainda roubaram R$ 4,7 mil que seriam usados para pagar as mulheres que trabalham em oficinas de costura e artesanato. O grupo conseguiu fugir pulando o muro da penitenciária, de aproximadamente quatro metros de altura, com ajuda de mesas e cadeiras. Os envelopes com os recibos de pagamento foram jogados no mato, no entorno do complexo penitenciário. Até o momento, nenhuma das fugitivas foi recapturada.

O secretário executivo adjunto de Justiça e Direitos Humanos, coronel PM Bernardo Encarnação, informou que uma sindicância vai ser aberta para investigar as circunstâncias da fuga. "Algumas falhas de segurança, que permitiram a fuga, serão apuradas", disse.

Segundo ele, as mulheres esperaram o fim da visita de familiares para executar o plano. Durante a janta, elas renderam as duas agentes que penitenciárias e as amarraram. Em seguida, invadiram o gabinete da diretoria e roubaram o salário das colegas de cela. "O grupo empilhou as mesas e cadeiras, conseguindo desta forma chegar ao topo do muro", contou. No momento da fuga, não havia policiais militares nas torres de vigilância.

Policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) fizeram buscas às presas, mas ninguém foi localizado. A Sejus já divulgou fotos e dados das fugitivas à PM, à Polícia Civil e às Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai).